quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Eu sempre achei que não pensava demasiado nas coisas, sempre achei que agia muito sem reflectir primeiro, sempre achei que pensar era cansativo. Mas ontem dei por mim a falar dos meus dilemas amorosos com uma amiga minha (chegou a uma altura em que quase parecia um monólogo) até que ela teve de me calar com um "Rita, pára com isso! Estás a pensar demasiado!"
Portanto acho que vou voltar para o meu eu antigo: pensar pouco e viver mais intensamente.
Portanto acho que vou voltar para o meu eu antigo: pensar pouco e viver mais intensamente.
A vida tem coisas muito engraçadas
Não sei se se recordam (ou se eu falei disso na altura) mas no Verão eu cheguei a andar (andar não é a expressão certa, mas vocês percebem) uns tempos com um amigo meu que acabou por conhecer o amor da vida dele, uma moça linda e esperta e maravilhosa e bla bla bla, deixámos de ser amigos coloridos e voltamos a ser amigos sem benefícios. Tudo certinho e direitinho, mas quando nos víamos eu ficava sempre a querer mais, a desejar mais, a pensar em mais... Coisa que nunca aconteceu, como é lógico. Hoje fomos almoçar juntos e parece que perdi todo o interesse mais sexual que tinha nele. Hoje olhei para ele como se fosse uma mulher. Nada de faísca, nada de tensão, nada de arrepios. Nada. Com isto só posso concluir que alguém (denominado por Chefe A. há uns dias atrás aqui no blogue) me anda mesmo a dar a volta aos miolos.
Às vezes
Acordo e detesto tudo em mim. Sinto-me profundamente imperfeita. Feia, estragada. Sinto-me má. Penso em mim e nos outros e sinto-me uma pessoa horrível e egoísta. Olho-me ao espelho e detesto tudo.
Depois fecho os olhos e espero que passe. E o dia seguinte geralmente é bom - evito espelhos.
Depois fecho os olhos e espero que passe. E o dia seguinte geralmente é bom - evito espelhos.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Ainda dizem que o dinheiro não traz felicidade
Há mais ou menos um ano atrás fui a um dentista que tenho aqui perto de casa para saber o que se andava a passar com o meu siso que andava a doer feito maluco. Na altura pediram-me uns 150 euros para arranjar o siso, arranjar uma cárie noutro dente e mais uma série de coisas a que eu na altura não dei qualquer importância. Entretanto o siso deixou de doer e os meus dentes começaram a entortar, coisa para me deixar louca de fúria - afinal de contas andei dois anos e meio de aparelho - e decidi ir novamente ao dentista para pedir um orçamento para um branqueamento dentário e para se saber se não se podia fazer nada pelos meus dentes que entortaram. Poooois, o problema é que aparentemente um ano é muito tempo e ao esperar tanto tempo fiz porcaria da grossa. O siso deixou de doer porque morreu e como não o posso retirar porque ele faz parelha com o molar de cima, agora tem de ser desvitalizado e reconstruido e segundo consta corre um grande risco de partir. Para além disso, os meus sisos de cima também decidiram que queriam vir à festa e a médica que me viu quer arrancá-los. E os 150 euros que me pediram há um ano passaram à módica quantia de... (drumroll, please...) 500 euros (se eu conseguisse pagar tudo eles faziam-me o branqueamento com luz LED por 90 euros, shhhuiiifff :( )! Fiquei tão deprimida quando ouvi o número que ainda me dói a alma. E o problema é que como não tenho estabilidade financeira para pagar em mensalidades, tenho de juntar o dinheiro aos pouquinhos. Vamos rezar para que o dente não parta até eu conseguir arranjar o dente e vamos rezar para que os sisos de cima não descam e vamos rezar para não me aparecer mais nenhuma cárie (eu já tenho uns cinco dentes arranjados, qualquer dia já não tenho dentes verdadeiros à conta de tanta cárie!).
Eu era uma pessoa tão mais feliz se fosse rica! E nem sequer queria o dinheiro para sapatos, malas e merdas dessas!
E também gostava de saber que merda de genética é a minha que não devo ter nada neste corpo que funcione em condições!
Eu era uma pessoa tão mais feliz se fosse rica! E nem sequer queria o dinheiro para sapatos, malas e merdas dessas!
E também gostava de saber que merda de genética é a minha que não devo ter nada neste corpo que funcione em condições!
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Querido Diário
[É só para avisar que este post vai ser extremamente sentimental, infantil e piroso.]
Oraaaaa, tanta coisa para contar e tão pouco tempo! Pois bem, falemos do trabalho. A bruxa foi embora definitivamente e foi substituída por um novo chefe fofiiiiiiinho e engraçado com quem eu adorei trabalhar. Mas não é sobre ele que quero falar hoje. Hoje quero falar sobre o chefe A. (chamemos-lhe A., vá) Pois que o chefe A. é oposto completo do tipo de homem que eu digo "fazer o meu género". E isto não seria qualquer problema se a nossa relação fosse estritamente chefe-colaboradora. Só que não é. Ainda não aconteceu nada, não fiquem entusiasmados e também ninguém diz que vá acontecer... O problema é que eu acho que estou a adquirir (bolas, o que isto me custa a admitir!) um fraquinho por ele. E porque é que isso acontece? Ora vou passar a exemplificar algumas situações que ocorreram este fim-de-semana.
Situação 1: eu sozinha no restaurante, a anotar pedidos dos clientes e a colocá-los no computador. Chefe A. chega ao pé de mim sorrateiramente e diz:
- Gosto muito de ti, Rita.
[Faço a minha cara de parva habitual, coro que nem uma miúda de quinze anos, afasto-me para ir fazer outra coisa.] Passado cinco minutos não resisto, vou ter com ele e sai-me um:
- Também gosto muito de ti, A.
Situação 2: eu sossegada a fazer qualquer coisa (dobrar guardanapos talvez), Chefe A. chega ao pé de mim com a sua ladainha habitual quando me quer engraxar ("Já te disse que estás linda hoje, Rita?") e acrescenta:
- Rita, és a mulher com que qualquer homem quer casar.
Rio-me histericamente e digo: - Oh, sim, por isso é que tenho uma fila de pretendentes à minha espera!
Chefe A.: Ainda bem que não tens, isso poderia ser um problema. [Pisca o olho e vai-se embora]
Situação 3: Chefe A. conversa comigo que fora do restaurante é uma pessoa muito diferente, conversa para aqui, conversa para ali, adeus, obrigadinha, que está na minha hora de sair. Antes de sair vou ver os horários que estão afixados na porta da sala dos chefes, tenho o telemóvel na mão para escrever e Chefe A. aparece, repara na fotografia que tenho no telemóvel (é uma fotografia super amorosa deste verão, em que tenho um dos meus meninos da colónia de férias ao colo) e começo a explicar-lhe a história, rematando com:
- Sabes, eu lá fora também sou uma pessoa muito diferente.
Chefe A. faz um dos seus mega sorrisos e comenta: - Ai é? Então se calhar temos de nos conhecer melhor lá fora....
Trocámos números.
Os meus amigos estão fartos de gozar comigo e eu própria estou farta de lutar comigo própria. Será que ele está só a brincar e eu é que estou a interpretar mal as coisas? Ando a fazer uma grande figura de otária atiradiça? Vou para o inferno por querer provar um bocadinho da costoleta do meu chefe?
Vá, quero saber opiniões! E não gozem muito comigo!
Oraaaaa, tanta coisa para contar e tão pouco tempo! Pois bem, falemos do trabalho. A bruxa foi embora definitivamente e foi substituída por um novo chefe fofiiiiiiinho e engraçado com quem eu adorei trabalhar. Mas não é sobre ele que quero falar hoje. Hoje quero falar sobre o chefe A. (chamemos-lhe A., vá) Pois que o chefe A. é oposto completo do tipo de homem que eu digo "fazer o meu género". E isto não seria qualquer problema se a nossa relação fosse estritamente chefe-colaboradora. Só que não é. Ainda não aconteceu nada, não fiquem entusiasmados e também ninguém diz que vá acontecer... O problema é que eu acho que estou a adquirir (bolas, o que isto me custa a admitir!) um fraquinho por ele. E porque é que isso acontece? Ora vou passar a exemplificar algumas situações que ocorreram este fim-de-semana.
Situação 1: eu sozinha no restaurante, a anotar pedidos dos clientes e a colocá-los no computador. Chefe A. chega ao pé de mim sorrateiramente e diz:
- Gosto muito de ti, Rita.
[Faço a minha cara de parva habitual, coro que nem uma miúda de quinze anos, afasto-me para ir fazer outra coisa.] Passado cinco minutos não resisto, vou ter com ele e sai-me um:
- Também gosto muito de ti, A.
Situação 2: eu sossegada a fazer qualquer coisa (dobrar guardanapos talvez), Chefe A. chega ao pé de mim com a sua ladainha habitual quando me quer engraxar ("Já te disse que estás linda hoje, Rita?") e acrescenta:
- Rita, és a mulher com que qualquer homem quer casar.
Rio-me histericamente e digo: - Oh, sim, por isso é que tenho uma fila de pretendentes à minha espera!
Chefe A.: Ainda bem que não tens, isso poderia ser um problema. [Pisca o olho e vai-se embora]
Situação 3: Chefe A. conversa comigo que fora do restaurante é uma pessoa muito diferente, conversa para aqui, conversa para ali, adeus, obrigadinha, que está na minha hora de sair. Antes de sair vou ver os horários que estão afixados na porta da sala dos chefes, tenho o telemóvel na mão para escrever e Chefe A. aparece, repara na fotografia que tenho no telemóvel (é uma fotografia super amorosa deste verão, em que tenho um dos meus meninos da colónia de férias ao colo) e começo a explicar-lhe a história, rematando com:
- Sabes, eu lá fora também sou uma pessoa muito diferente.
Chefe A. faz um dos seus mega sorrisos e comenta: - Ai é? Então se calhar temos de nos conhecer melhor lá fora....
Trocámos números.
Os meus amigos estão fartos de gozar comigo e eu própria estou farta de lutar comigo própria. Será que ele está só a brincar e eu é que estou a interpretar mal as coisas? Ando a fazer uma grande figura de otária atiradiça? Vou para o inferno por querer provar um bocadinho da costoleta do meu chefe?
Vá, quero saber opiniões! E não gozem muito comigo!
domingo, 25 de novembro de 2012
Adjectivos
Não sou a mais bonita, a mais magra, a mais alta, a mais boazona, a mais engraçada, a mais sensual.
Mas sou aquela que a maioria caracteriza como boa pessoa.
Mas sou aquela que a maioria caracteriza como boa pessoa.
sábado, 24 de novembro de 2012
Agora quero alguém 40 anos mais novo que diga o mesmo
Cenário: Eu sentada na paragem de autocarro, muito sossegadinha a pensar na vida e a olhar para os pés. Senta-se ao meu lado um senhor de uns aparentes 70 anos. Passado cinco minutos:
Senhor: A menina é mesmo bonita. São os pés, é o cabelo, são os olhos. É tudo! É mesmo muito bonita.
Eu: [grunhido incompreensível]
Senhor: Não acredita, não é? Pois, mas é mesmo muito bonita!
Eu: ...Pois... [novo grunhido incompreensível]
Se calhar devia ter-lhe dado um cartão da Oftalmologia do Garcia de Orta, que ouvi dizer que eles lá tratam bem as cataratas.
Senhor: A menina é mesmo bonita. São os pés, é o cabelo, são os olhos. É tudo! É mesmo muito bonita.
Eu: [grunhido incompreensível]
Senhor: Não acredita, não é? Pois, mas é mesmo muito bonita!
Eu: ...Pois... [novo grunhido incompreensível]
Se calhar devia ter-lhe dado um cartão da Oftalmologia do Garcia de Orta, que ouvi dizer que eles lá tratam bem as cataratas.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Recompensar o esforço
Se nos últimos três anos de faculdade não tivesse recebido bolsa de estudos, é certinho como a morte que eu não podia estudar. O ano passado recebi bolsa mas às custas de muita reunião com a assistente social, de muito bater de pé e de muitas horas a explicar a minha difícil situação. Este ano não quis o papel de coitadinha, não quis sequer pensar em empréstimos ao banco, pus-me a trabalhar, a poupar, a contar os cêntimos para que chegasse para as propinas. De facto, o meu salário SÓ chega para propinas. Mas tudo bem, estava contente com a minha decisão, o dinheiro saía-me do corpo e não ficava com dívidas. Não será preciso acrescentar que já estava conformada com o facto de não ir receber bolsa este ano. Mas pelos vistos ainda deve existir uma margem suficientemente grande de ganhos/despesas e afinal o meu pedido de bolsa foi aceite. E neste momento existem lágrimas de alegria nos meus olhos. Foi o melhor prémio que podia ter recebido pelo esforço que ando a fazer.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Liberdade de expressão ou má educação?
E esse vício que alguns jovens têm de entrar num transporte público com a música (sempre uma chunguice ao mais alto nível, claro) do seu telemóvel em altos berros? Na minha cabeça vejo-me sempre a ir ter com eles, pedir-lhes educadamente que baixem o som, que arranjem uns phones, que guardem os seus gostos pessoais para quando estão sozinhos ou com pessoas que partilhem os mesmos gostos mas acabo por fazer o mais fácil: espumar de raiva, lançar olhares furiosos e tapar os ouvidos com uma força digna de um gigante. Questiono-me sempre: não é má educação entrar num sítio público e ora botar um rapzinho chungoso e barulhento para quem quiser e não quiser ouvir? Ou cada qual faz o que lhe apetece?
[Uma vez entrei num autocarro ao mesmo tempo que uma senhora que levava a música no telemóvel atíssima; fui ter com ela, pedi-lhe que baixasse o som porque me estava a incomodar. A senhora insuflou o peito e gritou um "Ai está a incomodá-la? Temos pena. Quem está mal que se mude." E eu fui sentar-me novamente no meu lugar, mais pequenina que um rato, enquanto ouvia pessoas tão incomodadas quanto eu a bufarem à minha volta.]
Pronto, faz-me espécie...
[Uma vez entrei num autocarro ao mesmo tempo que uma senhora que levava a música no telemóvel atíssima; fui ter com ela, pedi-lhe que baixasse o som porque me estava a incomodar. A senhora insuflou o peito e gritou um "Ai está a incomodá-la? Temos pena. Quem está mal que se mude." E eu fui sentar-me novamente no meu lugar, mais pequenina que um rato, enquanto ouvia pessoas tão incomodadas quanto eu a bufarem à minha volta.]
Pronto, faz-me espécie...
Incorente podia ser o meu nome do meio
Se por um lado me queixo que estou gorda, feia, flácida, por outro não me importo minimamente com isso. Acho o meu rabo gordinho bem mais jeitoso que muitos espetos que andam por aí. E comer dá-me prazer, deixa-me feliz, deixa-me bem disposta. E uma mulher quer-se com carne, ora.
Se por outro lado digo que ando pelos cantos a suspirar à espera do homem da minha vida, a verdade é que se ele aparecesse eu podia bem mandá-lo ir dar uma voltinha ao bilhar grande. De momento dão-me prazer os encontros fortuitos, os estranhos, as booty calls, as conversas de ocasião sem continuação, a descomplicação das amizades coloridas, o agora-estamos-aqui-no-bem-bom-depois-vamos-à-nossa-vida.
Sou de dias, pronto. Não sou de ideias fixas. Digo uma coisa e suspiro por outra. Incoerente podia ser o meu nome do meio.
Se por outro lado digo que ando pelos cantos a suspirar à espera do homem da minha vida, a verdade é que se ele aparecesse eu podia bem mandá-lo ir dar uma voltinha ao bilhar grande. De momento dão-me prazer os encontros fortuitos, os estranhos, as booty calls, as conversas de ocasião sem continuação, a descomplicação das amizades coloridas, o agora-estamos-aqui-no-bem-bom-depois-vamos-à-nossa-vida.
Sou de dias, pronto. Não sou de ideias fixas. Digo uma coisa e suspiro por outra. Incoerente podia ser o meu nome do meio.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Novidades, novidades...
Recensão crítica feita e entregue. 19 horas de trabalho intensas, cansativas, stressantes. Uma chefe que me odeia e outro que me dá beijinhos. Tenho um mega exame na quinta-feira e ainda não estudei nada. A minha cara decidiu que estava na altura de se revoltar e decidiu explodir em manchas. Não consigo parar de comer gomas. Estou consequentemente mais gorda mas continuo boa como o milho. Estou a pensar em procurar outro part-time para os dias de semana. Não tenho dormido nada e só sonho com pizza (não sei se há coisa mais deprimente que isto). No trabalho perguntaram-me se sou lésbica porque não tenho ido nas cantigas dos homens de lá. Os meus clientes favoritos são os espanhóis e os brasileiros. Já mencionei que tenho um exame quinta-feira? Oh, pois, se calhar devia ir estudar...
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
De hoje não passa
Há mais ou menos duas semanas que ando de volta do mesmo trabalho: uma recensão crítica de um artigo sobre esse tema interessantíssimo (cof cof coooof) que é a formação de adultos. Já decidi para mim mesma: desta noite não passa. E o facto é que parece que estou a tirar o trabalho a ferros, que é como quem diz: a coisa está difícil de sair. Mas vamos pensar positivo: sete páginas estão feitas - já só faltam três. E eu não vejo a hora para ter a coisa terminada e poder ir estudar coisas realmente úteis: enfermagem de cuidados intensivos. Ao menos se alguém me explicasse para que é que estes trabalhos aborrecidos e difíceis servem...
Eu já # 2
- Eu já fui entrevistada para o Expresso por causa de um blogue meu.
- Eu já gritei com um padre porque não compreendo o sentido da vida.
- Eu já beijei um inglês, um italiano e um belga.
- Eu já disse mal de uma das minhas melhores amigas (foi há muuuuuito tempo, mas foi péssimo).
- Eu já dormi em cima de um desconhecido à conta de uma bebedeira.
- Eu já chamei nomes a outro desconhecido à conta de outra bebedeira.
- Eu já perdi uma pulseira numa discoteca, descobri a rapariga que ficou com ela, confrontei-a e não recebi a pulseira de volta, com medo que me batessem.
- Eu já deixei de conhecer pessoas melhor por causa da sua aparência.
- Eu já chorei com pena de um sem abrigo.
- Eu já fiz um exame com consulta ao mesmo tempo que mandava emails (não relacionados com o exame) e lia blogues. Tive boa nota.
- Eu já fiz parte de um jornal local.
- Eu já culpei outras pessoas por coisas que eu tinha feito.
- Eu já vi a minha família a desintegrar-se.
- Eu já fui a 3 entrevistas de trabalho. Fui escolhida para o trabalho em todas.
- Eu já me recusei a ir ao funeral de um familiar meu.
- Eu já fiz um teste "a meias".
- Eu já fiz um teatro de Natal num lar de idosos.
- Eu já vi o meu pai a bater na minha mãe.
- Eu já vendi brincos de crochet feitos por mim.
- Eu já me registei no Banco de Dadores de Medula Óssea (e vocês deviam fazer todos o mesmo!)
- Eu já fui para a cama com uma pessoa no primeiro encontro.
- Eu já disse que nunca na vida conseguiria ser enfermeira.
(...)
- Eu já gritei com um padre porque não compreendo o sentido da vida.
- Eu já beijei um inglês, um italiano e um belga.
- Eu já disse mal de uma das minhas melhores amigas (foi há muuuuuito tempo, mas foi péssimo).
- Eu já dormi em cima de um desconhecido à conta de uma bebedeira.
- Eu já chamei nomes a outro desconhecido à conta de outra bebedeira.
- Eu já perdi uma pulseira numa discoteca, descobri a rapariga que ficou com ela, confrontei-a e não recebi a pulseira de volta, com medo que me batessem.
- Eu já deixei de conhecer pessoas melhor por causa da sua aparência.
- Eu já chorei com pena de um sem abrigo.
- Eu já fiz um exame com consulta ao mesmo tempo que mandava emails (não relacionados com o exame) e lia blogues. Tive boa nota.
- Eu já fiz parte de um jornal local.
- Eu já culpei outras pessoas por coisas que eu tinha feito.
- Eu já vi a minha família a desintegrar-se.
- Eu já fui a 3 entrevistas de trabalho. Fui escolhida para o trabalho em todas.
- Eu já me recusei a ir ao funeral de um familiar meu.
- Eu já fiz um teste "a meias".
- Eu já fiz um teatro de Natal num lar de idosos.
- Eu já vi o meu pai a bater na minha mãe.
- Eu já vendi brincos de crochet feitos por mim.
- Eu já me registei no Banco de Dadores de Medula Óssea (e vocês deviam fazer todos o mesmo!)
- Eu já fui para a cama com uma pessoa no primeiro encontro.
- Eu já disse que nunca na vida conseguiria ser enfermeira.
(...)
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Necessidade de aprovação
Há uma amiga minha que volta e meia ralha comigo e me diz "Mas porque é que te importas tanto com o que os outros pensam de ti?". Pois, não sei. Só sei que não me sinto bem quando sinto que alguém não gosta de mim. E isto é coisa para se intensificar bastante no trabalho. Tenho um chefe que gosta muito de mim e outra que não me adora tanto quanto eu gostaria. E pronto, já se sabe, todas as horas em que trabalho com ela são uma tortura. Já as que trabalho com ele são maravilhosas. É aquela pessoa que me dá todas as festinhas de que preciso no ego, sempre na altura certa. E que, curiosamente, entende quando estou chateada só a olhar para a minha cara (coisa que eu julgava que só o meu pai sabia fazer!). É muito bom trabalhar com uma pessoa assim. Agora só preciso de cair nas boas graças da outra mázona. E ignorar o que acho que ela pensa de mim, claro.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Saber dar o braço a torcer
O meu pai conseguiu arranjar o esquentador.
E eu redescobri a maravilhosa sensação de ter água quase a ferver a cair-me pelas costas durante largos e deliciosos minutos. Mmmmmmmmmmm! :)
E eu redescobri a maravilhosa sensação de ter água quase a ferver a cair-me pelas costas durante largos e deliciosos minutos. Mmmmmmmmmmm! :)
E aquele momento
Em que dás uma queda monumental no trabalho, pratos na mão e tudo, e não partes nada?
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Coisas que muito me enervam
Gente que tem a mania que sabe mexer nas coisas e que depois só faz porcaria. Tipo o meu pai.
Pois que o senhor, não sendo canalizador nem tendo qualquer formação em arranjar esquentadores e canos resolveu pôr-se a arranjar o esquentador cá de casa. Ralhei-lhe um milhão de vezes, disse que ele ia explodir com o apartamento, disse que ele ia acabar por avariar a coisa irremediavelmente mas ele fez ouvidos moucos, comprou peças atrás de peças, tira-esquentador-volta-a-pôr-esquentador, mexeu, mexeu, mexeu e o resultado está à vista: há semanas que ando a tomar banho de água fria.
Pois que o senhor, não sendo canalizador nem tendo qualquer formação em arranjar esquentadores e canos resolveu pôr-se a arranjar o esquentador cá de casa. Ralhei-lhe um milhão de vezes, disse que ele ia explodir com o apartamento, disse que ele ia acabar por avariar a coisa irremediavelmente mas ele fez ouvidos moucos, comprou peças atrás de peças, tira-esquentador-volta-a-pôr-esquentador, mexeu, mexeu, mexeu e o resultado está à vista: há semanas que ando a tomar banho de água fria.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Lesbian crush # 6
![]() |
| Adriana Lima |
Acho que se fosse homem (ou lésbica, vá) passava a vida embeiçada por ela. E aqueles olhos? E aqueles lábios? E o resto, senhores, o resto? É mesmo boazona o raio da moça.
Porque é que quando morrer vou para o Céu
Aquilo que lhe respondi: Deixa lá isso.
Aquilo que tive vontade de lhe responder: Vai-te foder seu atrasado-mental.
Aquilo que tive vontade de lhe responder: Vai-te foder seu atrasado-mental.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Tive sorte
Hoje calhou-me uma médica acabada de sair da escola de medicina e que, portanto, me informou de tudo o que eu não fui capaz de perguntar na última consulta. Fiquei muito mais descansada. Aparentemente tenho um risco maior de contrair cancro do cólo do útero, mas é coisa para só se tornar preocupante daqui a uns 10/15 anos. Também pode não acontecer nada, mas de qualquer das formas agora sou seguida todos os anos não vá dar-se o caso de uma célula mais marota se armar em parva. Mas tudo certinho, nada de preocupante, nada em que valha a pena pensar muito.
Entretanto levei um ralhete descomunal por ter o colesterol alto. A doutora diz que não é normal na minha idade um valor daqueles e que tenho de me começar a mexer e a controlar a alimentação. Pooois, o problema é que eu odeio mexer o rabo e toda a minha alimentação predilecta é rica em colesterol do mau (biscoitinhinhos, doces, camarão, queijo amarelo, gema de ovo, gelados). Já decidi que por enquanto vou só cortar nalgumas coisinhas e depois logo se vê.
Entretanto levei um ralhete descomunal por ter o colesterol alto. A doutora diz que não é normal na minha idade um valor daqueles e que tenho de me começar a mexer e a controlar a alimentação. Pooois, o problema é que eu odeio mexer o rabo e toda a minha alimentação predilecta é rica em colesterol do mau (biscoitinhinhos, doces, camarão, queijo amarelo, gema de ovo, gelados). Já decidi que por enquanto vou só cortar nalgumas coisinhas e depois logo se vê.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Amanhã há gineco outra vez
E eu começo a ficar farta daquela posição tipo-frango-assado-no-churrasco obrigatória em todas as consultas de ginecologia.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Os remédios de antigamente já não são o que eram
Primeiro foi a dor de garganta, depois o ranho em quantidades massivas, agora é a tosse: uma tosse profunda de tuberculosa que se instalou em mim. Já tentei os meus melhores trunfos: chá com mel (nojo, nojo, nojo) e xarope de cenoura, mas parece que a coisa não está a resultar. Apanho um bocadinho de vento, parece-me que os pulmões me querem sair do corpo; corro durante 20 segundos para apanhar algum transporte público, estou a meia-hora seguinte a tossir sem parar; falo muito rápido, lá tenho de andar a tossir para o braço para as pessoas não se afastarem de mim. Parece que terei de recorrer à farmácia, não é verdade? Isso e manter-me embrulhada na minha mantinha com mangas e nas minhas pantufinhas fofas.
O mundo está cheio de idiotas
No sítio onde eu trabalho está um aviso à porta a dizer qualquer coisa do género "Por favor, aguarde pelo empregado". O objectivo será nós sentarmos as pessoas nas mesas que queremos e conseguirmos controlar o tempo de espera das pessoas. Mas há sempre uns chico-espertos, para não dizer atrasados-mentais, que resolvem fingir que não sabem ler e ora de avançarem pelo restaurante sozinhos e de se sentarem numa mesa qualquer, mesa essa que normalmente está cheia de pratos e copos sujos. Haja paciência para almas tão pouco iluminadas.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Não compreendo
Esta nova moda das collants amarelas.
Mas quem é que quer andar na rua a parecer o Becas da Rua Sésamo?
Mas quem é que quer andar na rua a parecer o Becas da Rua Sésamo?
Às vezes
Gostava de ser menos transparente.
Mas não consigo - se estou mal, toda a gente percebe. Não consigo sorrir da mesma maneira, não falo com as pessoas da mesma maneira e até a minha postura muda.
Mas não consigo - se estou mal, toda a gente percebe. Não consigo sorrir da mesma maneira, não falo com as pessoas da mesma maneira e até a minha postura muda.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Eu já # 1
- Eu já estive em paragem cardiorespiratória.
- Eu já beijei vários desconhecidos.
- Eu já fui catequista.
- Eu já vendi um quadro pintado por mim.
- Eu já desejei a morte de uma pessoa da minha família.
- Eu já fui "a noiva" quando andava na escola primária.
- Eu já fui apanhada a mandar bilhetes que diziam mal de alguém e tive de os ler alto em frente a muitas pessoas.
- Eu já fui bastante mentirosa.
- Eu já passei dias e noites inteiros a chorar compulsivamente.
- Eu já prestei cuidados a um cadáver.
- Eu já fui operada.
- Eu já tive de pedir desculpas a um doente em nome de toda a equipa por um erro meramente médico.
- Eu já assisti a uma cirurgia de remoção do globo ocular.
- Eu já fui apalpada (não no rabo) no meio da rua por um desconhecido velho e nojento em plena luz do dia.
- Eu já fiz parte das Marchas Populares da minha terra.
- Eu já agarrei a minha mala com mais força quando alguém com mau aspecto se aproxima de mim.
- Eu já fui avaliada por dois psiquiatras.
- Eu já tive vintes.
- Eu já quis ser veterinária, cabeleireira e escritora.
(...)
- Eu já beijei vários desconhecidos.
- Eu já fui catequista.
- Eu já vendi um quadro pintado por mim.
- Eu já desejei a morte de uma pessoa da minha família.
- Eu já fui "a noiva" quando andava na escola primária.
- Eu já fui apanhada a mandar bilhetes que diziam mal de alguém e tive de os ler alto em frente a muitas pessoas.
- Eu já fui bastante mentirosa.
- Eu já passei dias e noites inteiros a chorar compulsivamente.
- Eu já prestei cuidados a um cadáver.
- Eu já fui operada.
- Eu já tive de pedir desculpas a um doente em nome de toda a equipa por um erro meramente médico.
- Eu já assisti a uma cirurgia de remoção do globo ocular.
- Eu já fui apalpada (não no rabo) no meio da rua por um desconhecido velho e nojento em plena luz do dia.
- Eu já fiz parte das Marchas Populares da minha terra.
- Eu já agarrei a minha mala com mais força quando alguém com mau aspecto se aproxima de mim.
- Eu já fui avaliada por dois psiquiatras.
- Eu já tive vintes.
- Eu já quis ser veterinária, cabeleireira e escritora.
(...)
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