segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Gosto de pessoas simples. De pessoas de ideias fixas. De pessoas seguras. De pessoas claras.

Para complicada já basto eu.

domingo, 23 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Error: memory not found

Acredito fortemente que esquecemos os maus momentos da nossa vida de propósito para conseguirmos seguir em frente de cabeça erguida. Acredito porque acontece comigo. Mesmo que me esforce muito, são poucos os momentos da minha infância de que me recordo. E faz-me feliz que o meu cérebro tenha decidido armazenar memórias mais recentes ao invés das antigas. Se eu me lembrasse todos os dias do quão infeliz foi a minha infância, dificilmente conseguiria ser a pessoa que sou. Agora só não sou feliz todos os dias porque sou picuinhas e tenho mau-feitio, de resto, servem-me as pequenas memórias de infância que tenho para me lembrar do quão mal já estive e do quão bem estou agora e de como se me esforçar mais um bocadinho não há nada que me possa deixar infeliz.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Notas soltas

Como já devem ter percebido, ultimamente não ando a fazer mais nada do que trabalhar e dormir. Por isso são raros os dias em que ligo o computador e raros os dias em que me apetece dizer alguma coisa. Por enquanto, e até eu ter mais tempo, os posts vão ser mais compridos e vou falar de tudo o que me apetecer no momento. Quando eu tiver mais vontade, volto ao esquema antigo.

Então vamos lá às ultimas novidades/pensamentos/devaneios:

1) O meu colega de trabalho que está interessado em mim vai brevemente deixar de estar, porque eu não sou capaz de lhe alimentar esperanças. Não tenho mesmo o mínimo interesse nele e ele não me quer só para amiga. Já lhe disse que não adiantava, que não estou mesmo para lá virada, que mesmo que fôssemos sair para ver no que dá, não ia dar em nada. Acho que ninguém tem de andar a suspirar por mim em vão.

2) O chefe A. dá-me cabo dos nervos. Juro que estou a ficar maluca. De vez em quando, sai-se com frases do género "Qualquer dia mordo-te o lábio". E depois eu tenho de aguentar, impávida e serena, que chegue o dia em que ele faz o que promete. Não sei se algum dia vai mesmo fazer, não sei se diz as coisas só porque sim. Só sei é que tanto faço-não-faço aumenta-me a vontade de lhe arrancar um bife.

3) Não percebo como é que as pessoas conseguem ser tão snobes. Juro que não compreendo. Ter dinheiro por acaso obriga a que as pessoas tenham nariz empinado e sejam mal-educadas? Fónix, se vocês soubessem a quantidade de gente estúpida que eu tenho aturado ultimamente!

4) Os meus clientes favoritos são os turistas estrangeiros. E não é só pelas gorjetas, que são sempre de 2€ para cima (ontem uns deram-me 5 euros, hoje outros deram-me 6), é também porque são suuuuuuuper bem-educados. Se eu for a uma mesa 50 vezes levar alguma coisa ou perguntar alguma coisa, levo sempre 50 sorrisos e 50 Thank you very much! Dá gosto servir pessoas assim!

5) Adorava poder gastar um ordenado inteiro em coisas para mim. Malas, cremes, camisolas, livros, pijamas. Sabem aquelas pessoas que dizem que o primeiro ordenado é para gastar e que a partir daí é que se começa a poupar? Eu ainda não tive oportunidade de fazer isso, mas assim que consiga juntar mais uns trocos, vou ser consumidora compulsiva por um dia.

6) Não consigo parar de comer. Não me consigo fartar de pizza e massas. Não me consigo fartar de comer gomas. Se não estou a trabalhar e a dormir, estou a comer que nem um porco. Acho que é o mecanismo de defesa que o meu corpo adopta já que não posso comer outras coisas (If you know what I mean). Agora que falo nisso, está-me mesmo a apetecer um Grego da Danone.

domingo, 16 de dezembro de 2012

De como eu seria muito mais feliz se me deixassem estar sossegada

Tenho um colega de trabalho interessado em mim. Já mo disse com todas as letras. Já me disse que me acha linda, que me acha perfeita, que me acha especial, que me acha diferente. E a isto eu respondi que não estou minimamente interessada nele dessa forma. Dá-me pena, porque o rapaz é simpático, jeitoso e bonitinho (e tem uns olhos azuis maravilhosos) e convenhamos, não é todos os dias que alguém nos vem dizer na cara que está interessado em nós. Maaaas, não me causa arrepios na espinha, não me faz corar, não me faz tremer as mãos. Aliás, quando olho para ele é como se olhasse para uma pessoa da minha família. Mas lá lhe disse que não, agora não ia dar, mas quem sabe um dia mais tarde, ao que ele respondeu que já tinha percebido o meu interesse pelo chefe A. [VALHA-ME DEUS, SOU TÃO TRANSPARENTE!] E continuou a dizer que notava a maneira como eu olhava para ele e como eu falava com ele e etc etc. E eu lá tive de lhe explicar que a minha coisa, chamemos-lhe coisa, com o chefe A. é diferente, que somos muito amigos, que ele não está minimamente interessado em mim e voltei a dar-lhe esperanças de que um dia possa acontecer qualquer coisa. E sabem que mais? Não me vou arrastar por quem não se interessa por mim. Agora não sei é se me deixe estar sossegada no meu canto ou se aproveite para conhecer o rapaz melhor. Assim como assim, a amizade estará garantida à partida. E eu tenho é de aproveitar quando alguém gosta de mim, coisa que não acontece com muita frequência.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Gostava de compreender

Porque é que não tenho jeito nenhum para a cozinha.

Se faço um bolo, sai enqueijado. Se faço bolachas, saem a saber mal. Se faço uma tarte, a primeira massa vai sempre para o lixo.

E quando é para levar para algum lado então é para esquecer! Hoje pus-me a fazer uma tarte de pêra para levar para a festa de natal do trabalho e tive de usar massa folhada porque a porcaria da mistura de massa que fiz não me saía bem de maneira nenhuma. Se ouvirem amanhã nas notícias que um grupo de pessoas foi parar ao hospital por intoxicação alimentar, já sabem: a culpa é minha e do meu jeito desgraçado para as artes de pastelaria.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Às vezes

Gostava que chegasse o dia em que eu me apaixonasse perdidamente. Às vezes gostava de saber o que é isso de ter milhões de borboletas na barriga, de sentir saudades que doem, de não imaginar a vida sem aquela pessoa. Mesmo que não fosse correspondida. Assim ao menos ficava a saber que tenho essa capacidade. Essa capacidade de amar, de pensar loucamente noutra pessoa, de sair do meu umbiguismo confortável, essa capacidade de estar 24h a pensar na mesma pessoa sem me cansar, essa capacidade tão humana, tão irracional, tão visceral.

Não estou a perceber

Não devia ter comprado o perfume. É que ultimamente tudo o que é colega de trabalho acha que eu sou a última coca-cola do deserto. O perfume deve dar-me um cheiro apetecível. Ou é o meu ar feliz que me deixa apetecível. Não sei, mas não estou a gostar. Eles é mensagens, eles é beijinhos, eles é porem-me a mão em cima do pêlo. Não gosto de tanta atenção. Principalmente quando não estou minimamente interessada em nenhum, só quero manter bom ambiente no local de trabalho.

domingo, 9 de dezembro de 2012

E o preço escandaloso

a que estão as coisas?

Hoje fui às compras (acabei por não ir ontem, estava cansaaaaada) e se não tivesse tento ia-me desgraçando. Acabei por me ficar por um casaco que eu sempre sonhei ter e por uns ténis para o trabalho (os sapatos rasos que eu uso dão-me cabo da postura!), mas a loja onde eu comecei a babar mal entrei foi a Oysho. A Oysho desperta em mim sentimentos de paixão profunda. São as cores, é a música, é o tecido dos pijaminhas, das pantufinhas, das mantinhas. E depois é tudo tão giro e tão fofo e tão querido e tão peludo e tão quentinho e tão caro! Eu ainda me abracei a um robe (que tive de largar quando vi a minha figura ridícula ao espelho) e ainda me babei para cima de um pijama com uma cara gigante de coelho, mas pela minha saúde tive de largar tudo. Só o pijama ficava a mais de 30 euros e eu sou muito nova para morrer de enfarte do miocárdio.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Deixa-me feliz

Que haja muita gente que nunca ouviu falar de Damien Rice. Damien Rice é só o meu cantor favorito de sempre. Não há nenhuma música dele que eu não tenha ouvido pelo menos umas 10 vezes (sendo que as minhas favoritas sou capaz de ouvir dezenas de vezes sem me fartar). Acho as letras perfeitas, íntimas, profundas. Acho a voz dele maravilhosa. As músicas dele tocam-me a alma, e eu nem acredito que as pessoas tenham alma. Por isso, faz-me feliz que as músicas dele não passem na rádio, misturadas que iam ser com tantas músicas ridículas sobre nada que toda a gente ouve. Faz-me feliz que só ouça Damien Rice quem sabe apreciar verdadeiramente a sua música. E por aqui, quem é que gosta de Damien Rice?