sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Error: memory not found
Acredito fortemente que esquecemos os maus momentos da nossa vida de propósito para conseguirmos seguir em frente de cabeça erguida. Acredito porque acontece comigo. Mesmo que me esforce muito, são poucos os momentos da minha infância de que me recordo. E faz-me feliz que o meu cérebro tenha decidido armazenar memórias mais recentes ao invés das antigas. Se eu me lembrasse todos os dias do quão infeliz foi a minha infância, dificilmente conseguiria ser a pessoa que sou. Agora só não sou feliz todos os dias porque sou picuinhas e tenho mau-feitio, de resto, servem-me as pequenas memórias de infância que tenho para me lembrar do quão mal já estive e do quão bem estou agora e de como se me esforçar mais um bocadinho não há nada que me possa deixar infeliz.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Notas soltas
Como já devem ter percebido, ultimamente não ando a fazer mais nada do que trabalhar e dormir. Por isso são raros os dias em que ligo o computador e raros os dias em que me apetece dizer alguma coisa. Por enquanto, e até eu ter mais tempo, os posts vão ser mais compridos e vou falar de tudo o que me apetecer no momento. Quando eu tiver mais vontade, volto ao esquema antigo.
Então vamos lá às ultimas novidades/pensamentos/devaneios:
1) O meu colega de trabalho que está interessado em mim vai brevemente deixar de estar, porque eu não sou capaz de lhe alimentar esperanças. Não tenho mesmo o mínimo interesse nele e ele não me quer só para amiga. Já lhe disse que não adiantava, que não estou mesmo para lá virada, que mesmo que fôssemos sair para ver no que dá, não ia dar em nada. Acho que ninguém tem de andar a suspirar por mim em vão.
2) O chefe A. dá-me cabo dos nervos. Juro que estou a ficar maluca. De vez em quando, sai-se com frases do género "Qualquer dia mordo-te o lábio". E depois eu tenho de aguentar, impávida e serena, que chegue o dia em que ele faz o que promete. Não sei se algum dia vai mesmo fazer, não sei se diz as coisas só porque sim. Só sei é que tanto faço-não-faço aumenta-me a vontade de lhe arrancar um bife.
3) Não percebo como é que as pessoas conseguem ser tão snobes. Juro que não compreendo. Ter dinheiro por acaso obriga a que as pessoas tenham nariz empinado e sejam mal-educadas? Fónix, se vocês soubessem a quantidade de gente estúpida que eu tenho aturado ultimamente!
4) Os meus clientes favoritos são os turistas estrangeiros. E não é só pelas gorjetas, que são sempre de 2€ para cima (ontem uns deram-me 5 euros, hoje outros deram-me 6), é também porque são suuuuuuuper bem-educados. Se eu for a uma mesa 50 vezes levar alguma coisa ou perguntar alguma coisa, levo sempre 50 sorrisos e 50 Thank you very much! Dá gosto servir pessoas assim!
5) Adorava poder gastar um ordenado inteiro em coisas para mim. Malas, cremes, camisolas, livros, pijamas. Sabem aquelas pessoas que dizem que o primeiro ordenado é para gastar e que a partir daí é que se começa a poupar? Eu ainda não tive oportunidade de fazer isso, mas assim que consiga juntar mais uns trocos, vou ser consumidora compulsiva por um dia.
6) Não consigo parar de comer. Não me consigo fartar de pizza e massas. Não me consigo fartar de comer gomas. Se não estou a trabalhar e a dormir, estou a comer que nem um porco. Acho que é o mecanismo de defesa que o meu corpo adopta já que não posso comer outras coisas (If you know what I mean). Agora que falo nisso, está-me mesmo a apetecer um Grego da Danone.
Então vamos lá às ultimas novidades/pensamentos/devaneios:
1) O meu colega de trabalho que está interessado em mim vai brevemente deixar de estar, porque eu não sou capaz de lhe alimentar esperanças. Não tenho mesmo o mínimo interesse nele e ele não me quer só para amiga. Já lhe disse que não adiantava, que não estou mesmo para lá virada, que mesmo que fôssemos sair para ver no que dá, não ia dar em nada. Acho que ninguém tem de andar a suspirar por mim em vão.
2) O chefe A. dá-me cabo dos nervos. Juro que estou a ficar maluca. De vez em quando, sai-se com frases do género "Qualquer dia mordo-te o lábio". E depois eu tenho de aguentar, impávida e serena, que chegue o dia em que ele faz o que promete. Não sei se algum dia vai mesmo fazer, não sei se diz as coisas só porque sim. Só sei é que tanto faço-não-faço aumenta-me a vontade de lhe arrancar um bife.
3) Não percebo como é que as pessoas conseguem ser tão snobes. Juro que não compreendo. Ter dinheiro por acaso obriga a que as pessoas tenham nariz empinado e sejam mal-educadas? Fónix, se vocês soubessem a quantidade de gente estúpida que eu tenho aturado ultimamente!
4) Os meus clientes favoritos são os turistas estrangeiros. E não é só pelas gorjetas, que são sempre de 2€ para cima (ontem uns deram-me 5 euros, hoje outros deram-me 6), é também porque são suuuuuuuper bem-educados. Se eu for a uma mesa 50 vezes levar alguma coisa ou perguntar alguma coisa, levo sempre 50 sorrisos e 50 Thank you very much! Dá gosto servir pessoas assim!
5) Adorava poder gastar um ordenado inteiro em coisas para mim. Malas, cremes, camisolas, livros, pijamas. Sabem aquelas pessoas que dizem que o primeiro ordenado é para gastar e que a partir daí é que se começa a poupar? Eu ainda não tive oportunidade de fazer isso, mas assim que consiga juntar mais uns trocos, vou ser consumidora compulsiva por um dia.
6) Não consigo parar de comer. Não me consigo fartar de pizza e massas. Não me consigo fartar de comer gomas. Se não estou a trabalhar e a dormir, estou a comer que nem um porco. Acho que é o mecanismo de defesa que o meu corpo adopta já que não posso comer outras coisas (If you know what I mean). Agora que falo nisso, está-me mesmo a apetecer um Grego da Danone.
domingo, 16 de dezembro de 2012
De como eu seria muito mais feliz se me deixassem estar sossegada
Tenho um colega de trabalho interessado em mim. Já mo disse com todas as letras. Já me disse que me acha linda, que me acha perfeita, que me acha especial, que me acha diferente. E a isto eu respondi que não estou minimamente interessada nele dessa forma. Dá-me pena, porque o rapaz é simpático, jeitoso e bonitinho (e tem uns olhos azuis maravilhosos) e convenhamos, não é todos os dias que alguém nos vem dizer na cara que está interessado em nós. Maaaas, não me causa arrepios na espinha, não me faz corar, não me faz tremer as mãos. Aliás, quando olho para ele é como se olhasse para uma pessoa da minha família. Mas lá lhe disse que não, agora não ia dar, mas quem sabe um dia mais tarde, ao que ele respondeu que já tinha percebido o meu interesse pelo chefe A. [VALHA-ME DEUS, SOU TÃO TRANSPARENTE!] E continuou a dizer que notava a maneira como eu olhava para ele e como eu falava com ele e etc etc. E eu lá tive de lhe explicar que a minha coisa, chamemos-lhe coisa, com o chefe A. é diferente, que somos muito amigos, que ele não está minimamente interessado em mim e voltei a dar-lhe esperanças de que um dia possa acontecer qualquer coisa. E sabem que mais? Não me vou arrastar por quem não se interessa por mim. Agora não sei é se me deixe estar sossegada no meu canto ou se aproveite para conhecer o rapaz melhor. Assim como assim, a amizade estará garantida à partida. E eu tenho é de aproveitar quando alguém gosta de mim, coisa que não acontece com muita frequência.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Gostava de compreender
Porque é que não tenho jeito nenhum para a cozinha.
Se faço um bolo, sai enqueijado. Se faço bolachas, saem a saber mal. Se faço uma tarte, a primeira massa vai sempre para o lixo.
E quando é para levar para algum lado então é para esquecer! Hoje pus-me a fazer uma tarte de pêra para levar para a festa de natal do trabalho e tive de usar massa folhada porque a porcaria da mistura de massa que fiz não me saía bem de maneira nenhuma. Se ouvirem amanhã nas notícias que um grupo de pessoas foi parar ao hospital por intoxicação alimentar, já sabem: a culpa é minha e do meu jeito desgraçado para as artes de pastelaria.
Se faço um bolo, sai enqueijado. Se faço bolachas, saem a saber mal. Se faço uma tarte, a primeira massa vai sempre para o lixo.
E quando é para levar para algum lado então é para esquecer! Hoje pus-me a fazer uma tarte de pêra para levar para a festa de natal do trabalho e tive de usar massa folhada porque a porcaria da mistura de massa que fiz não me saía bem de maneira nenhuma. Se ouvirem amanhã nas notícias que um grupo de pessoas foi parar ao hospital por intoxicação alimentar, já sabem: a culpa é minha e do meu jeito desgraçado para as artes de pastelaria.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Às vezes
Gostava que chegasse o dia em que eu me apaixonasse perdidamente. Às vezes gostava de saber o que é isso de ter milhões de borboletas na barriga, de sentir saudades que doem, de não imaginar a vida sem aquela pessoa. Mesmo que não fosse correspondida. Assim ao menos ficava a saber que tenho essa capacidade. Essa capacidade de amar, de pensar loucamente noutra pessoa, de sair do meu umbiguismo confortável, essa capacidade de estar 24h a pensar na mesma pessoa sem me cansar, essa capacidade tão humana, tão irracional, tão visceral.
Não estou a perceber
Não devia ter comprado o perfume. É que ultimamente tudo o que é colega de trabalho acha que eu sou a última coca-cola do deserto. O perfume deve dar-me um cheiro apetecível. Ou é o meu ar feliz que me deixa apetecível. Não sei, mas não estou a gostar. Eles é mensagens, eles é beijinhos, eles é porem-me a mão em cima do pêlo. Não gosto de tanta atenção. Principalmente quando não estou minimamente interessada em nenhum, só quero manter bom ambiente no local de trabalho.
domingo, 9 de dezembro de 2012
E o preço escandaloso
a que estão as coisas?
Hoje fui às compras (acabei por não ir ontem, estava cansaaaaada) e se não tivesse tento ia-me desgraçando. Acabei por me ficar por um casaco que eu sempre sonhei ter e por uns ténis para o trabalho (os sapatos rasos que eu uso dão-me cabo da postura!), mas a loja onde eu comecei a babar mal entrei foi a Oysho. A Oysho desperta em mim sentimentos de paixão profunda. São as cores, é a música, é o tecido dos pijaminhas, das pantufinhas, das mantinhas. E depois é tudo tão giro e tão fofo e tão querido e tão peludo e tão quentinho e tão caro! Eu ainda me abracei a um robe (que tive de largar quando vi a minha figura ridícula ao espelho) e ainda me babei para cima de um pijama com uma cara gigante de coelho, mas pela minha saúde tive de largar tudo. Só o pijama ficava a mais de 30 euros e eu sou muito nova para morrer de enfarte do miocárdio.
Hoje fui às compras (acabei por não ir ontem, estava cansaaaaada) e se não tivesse tento ia-me desgraçando. Acabei por me ficar por um casaco que eu sempre sonhei ter e por uns ténis para o trabalho (os sapatos rasos que eu uso dão-me cabo da postura!), mas a loja onde eu comecei a babar mal entrei foi a Oysho. A Oysho desperta em mim sentimentos de paixão profunda. São as cores, é a música, é o tecido dos pijaminhas, das pantufinhas, das mantinhas. E depois é tudo tão giro e tão fofo e tão querido e tão peludo e tão quentinho e tão caro! Eu ainda me abracei a um robe (que tive de largar quando vi a minha figura ridícula ao espelho) e ainda me babei para cima de um pijama com uma cara gigante de coelho, mas pela minha saúde tive de largar tudo. Só o pijama ficava a mais de 30 euros e eu sou muito nova para morrer de enfarte do miocárdio.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Deixa-me feliz
Que haja muita gente que nunca ouviu falar de Damien Rice. Damien Rice é só o meu cantor favorito de sempre. Não há nenhuma música dele que eu não tenha ouvido pelo menos umas 10 vezes (sendo que as minhas favoritas sou capaz de ouvir dezenas de vezes sem me fartar). Acho as letras perfeitas, íntimas, profundas. Acho a voz dele maravilhosa. As músicas dele tocam-me a alma, e eu nem acredito que as pessoas tenham alma. Por isso, faz-me feliz que as músicas dele não passem na rádio, misturadas que iam ser com tantas músicas ridículas sobre nada que toda a gente ouve. Faz-me feliz que só ouça Damien Rice quem sabe apreciar verdadeiramente a sua música. E por aqui, quem é que gosta de Damien Rice?
E aqueles dias
que começam muito bem e acabam horrivelmente mal? O meu dia de trabalho ontem foi uma merda. Chegou a uma altura em que já só me apetecia dizer asneiras e que comecei a reclamar de tudo. O que vale é que hoje estou de folga, já dormi e apesar de não poder estar na ronha porque tenho umas páginas de um trabalho para completar, facto que me obriga a ir para a faculdade para poder aceder livremente às bases de dados internacionais, estou ligeiramente mais feliz que ontem. Gosto de estar sozinha e sossegada. E acho que vou passar por algumas lojas para comprar o meu segundo presente de natal mais logo. Devia estar a poupar para o dentista, mas também preciso de me mimar um bocadinho. Ora então até logo à noite! :)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Se trabalhar muito matasse
Eu já estaria enterrada.
Esta semana pedi para me estenderem o horário e a partir de agora faço 40 horas por semana. Desde sexta passada que não faço mais nada que casa-trabalho-casa-banheira-alomofada-trabalho.
Mas vamos às novidades, tipo actualização da revista cor-de-rosa:
O meu inglês é tão treinado todos os dias que já deve andar próximo da perfeição, porque todos os dias há algum cliente que me pergunta se sou mesmo portuguesa. As gorjetas andam assim-assim, uns dias sem nada, outros dias em que há clientes que gostam tanto de nós que nos dão uma nota. Hoje tive um senhor que ficou tão fascinado comigo que me deixou 10 euros. As coisas com Chefe A. não andam nem desandam, mas vamos tendo os nossos momentos engraçados, nomeadamente um que se passou hoje em que o chefe dele (é uma hierarquia enorme de chefes naquele restaurante, é uma coisa impressionante) mandou algumas bocas sobre nós dois. Sinceramente não percebi porquê, porque eu não sou assim tão óbvia, mas segundo consta o Chefe A. ficou coradinho quando eu cheguei ao restaurante. Entretanto hoje fui abastecer-me de medicamentos para melhorar a circulação das minhas pernas. Andam a doer que é uma coisa maluca, o que não é de admirar, visto que eu passo o dia inteiro a correr de um lado para o outro, e todos os dias chego a casa com umas pernas de elefante, inchaaaadaaaas. Vai daí comprei tudo: antistax spray e uns comprimidos que eu desconhecia mas que, a avaliar pelo preço, devem ser óptimos. Hoje também aproveitei para oferecer o meu presente de natal a mim própria e comprei o perfume Nina, da Nina Ricci. É tããããoooo gostoso que fico com vontade de me comer a mim própria. Claro que se não fosse eu a tomar iniciativa de o cheirar nunca o teria comprado, porque pedi ajuda à senhora da loja e ela só me mostrou perfumes mal-cheirosos.
Ando a gostar do trabalho. Comecei a falar mais com os meus colegas, ando a tentar ser amorosa, até vou participar na festa de natal que vai haver e tudo, qual alma hiper-social!
Tenho lavado as casas-de-banho todos os dias, mas já deixei de me importar. Não há trabalhos pouco dignos.
E pronto, agora vou tomar um banho de meia-hora em água a ferver, besuntar-me em antistax e amanhã há novo dia cheio de trabalho. Aaah, e já me esquecia, se forem almoçar ou jantar fora sejam simpáticos para as pessoas que vos atendem. Os empregados de mesa não são vossos criados e não têm de aturar a vossa cara de cú! Gracias!
Esta semana pedi para me estenderem o horário e a partir de agora faço 40 horas por semana. Desde sexta passada que não faço mais nada que casa-trabalho-casa-banheira-alomofada-trabalho.
Mas vamos às novidades, tipo actualização da revista cor-de-rosa:
O meu inglês é tão treinado todos os dias que já deve andar próximo da perfeição, porque todos os dias há algum cliente que me pergunta se sou mesmo portuguesa. As gorjetas andam assim-assim, uns dias sem nada, outros dias em que há clientes que gostam tanto de nós que nos dão uma nota. Hoje tive um senhor que ficou tão fascinado comigo que me deixou 10 euros. As coisas com Chefe A. não andam nem desandam, mas vamos tendo os nossos momentos engraçados, nomeadamente um que se passou hoje em que o chefe dele (é uma hierarquia enorme de chefes naquele restaurante, é uma coisa impressionante) mandou algumas bocas sobre nós dois. Sinceramente não percebi porquê, porque eu não sou assim tão óbvia, mas segundo consta o Chefe A. ficou coradinho quando eu cheguei ao restaurante. Entretanto hoje fui abastecer-me de medicamentos para melhorar a circulação das minhas pernas. Andam a doer que é uma coisa maluca, o que não é de admirar, visto que eu passo o dia inteiro a correr de um lado para o outro, e todos os dias chego a casa com umas pernas de elefante, inchaaaadaaaas. Vai daí comprei tudo: antistax spray e uns comprimidos que eu desconhecia mas que, a avaliar pelo preço, devem ser óptimos. Hoje também aproveitei para oferecer o meu presente de natal a mim própria e comprei o perfume Nina, da Nina Ricci. É tããããoooo gostoso que fico com vontade de me comer a mim própria. Claro que se não fosse eu a tomar iniciativa de o cheirar nunca o teria comprado, porque pedi ajuda à senhora da loja e ela só me mostrou perfumes mal-cheirosos.
Ando a gostar do trabalho. Comecei a falar mais com os meus colegas, ando a tentar ser amorosa, até vou participar na festa de natal que vai haver e tudo, qual alma hiper-social!
Tenho lavado as casas-de-banho todos os dias, mas já deixei de me importar. Não há trabalhos pouco dignos.
E pronto, agora vou tomar um banho de meia-hora em água a ferver, besuntar-me em antistax e amanhã há novo dia cheio de trabalho. Aaah, e já me esquecia, se forem almoçar ou jantar fora sejam simpáticos para as pessoas que vos atendem. Os empregados de mesa não são vossos criados e não têm de aturar a vossa cara de cú! Gracias!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Eu sempre achei que não pensava demasiado nas coisas, sempre achei que agia muito sem reflectir primeiro, sempre achei que pensar era cansativo. Mas ontem dei por mim a falar dos meus dilemas amorosos com uma amiga minha (chegou a uma altura em que quase parecia um monólogo) até que ela teve de me calar com um "Rita, pára com isso! Estás a pensar demasiado!"
Portanto acho que vou voltar para o meu eu antigo: pensar pouco e viver mais intensamente.
Portanto acho que vou voltar para o meu eu antigo: pensar pouco e viver mais intensamente.
A vida tem coisas muito engraçadas
Não sei se se recordam (ou se eu falei disso na altura) mas no Verão eu cheguei a andar (andar não é a expressão certa, mas vocês percebem) uns tempos com um amigo meu que acabou por conhecer o amor da vida dele, uma moça linda e esperta e maravilhosa e bla bla bla, deixámos de ser amigos coloridos e voltamos a ser amigos sem benefícios. Tudo certinho e direitinho, mas quando nos víamos eu ficava sempre a querer mais, a desejar mais, a pensar em mais... Coisa que nunca aconteceu, como é lógico. Hoje fomos almoçar juntos e parece que perdi todo o interesse mais sexual que tinha nele. Hoje olhei para ele como se fosse uma mulher. Nada de faísca, nada de tensão, nada de arrepios. Nada. Com isto só posso concluir que alguém (denominado por Chefe A. há uns dias atrás aqui no blogue) me anda mesmo a dar a volta aos miolos.
Às vezes
Acordo e detesto tudo em mim. Sinto-me profundamente imperfeita. Feia, estragada. Sinto-me má. Penso em mim e nos outros e sinto-me uma pessoa horrível e egoísta. Olho-me ao espelho e detesto tudo.
Depois fecho os olhos e espero que passe. E o dia seguinte geralmente é bom - evito espelhos.
Depois fecho os olhos e espero que passe. E o dia seguinte geralmente é bom - evito espelhos.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Ainda dizem que o dinheiro não traz felicidade
Há mais ou menos um ano atrás fui a um dentista que tenho aqui perto de casa para saber o que se andava a passar com o meu siso que andava a doer feito maluco. Na altura pediram-me uns 150 euros para arranjar o siso, arranjar uma cárie noutro dente e mais uma série de coisas a que eu na altura não dei qualquer importância. Entretanto o siso deixou de doer e os meus dentes começaram a entortar, coisa para me deixar louca de fúria - afinal de contas andei dois anos e meio de aparelho - e decidi ir novamente ao dentista para pedir um orçamento para um branqueamento dentário e para se saber se não se podia fazer nada pelos meus dentes que entortaram. Poooois, o problema é que aparentemente um ano é muito tempo e ao esperar tanto tempo fiz porcaria da grossa. O siso deixou de doer porque morreu e como não o posso retirar porque ele faz parelha com o molar de cima, agora tem de ser desvitalizado e reconstruido e segundo consta corre um grande risco de partir. Para além disso, os meus sisos de cima também decidiram que queriam vir à festa e a médica que me viu quer arrancá-los. E os 150 euros que me pediram há um ano passaram à módica quantia de... (drumroll, please...) 500 euros (se eu conseguisse pagar tudo eles faziam-me o branqueamento com luz LED por 90 euros, shhhuiiifff :( )! Fiquei tão deprimida quando ouvi o número que ainda me dói a alma. E o problema é que como não tenho estabilidade financeira para pagar em mensalidades, tenho de juntar o dinheiro aos pouquinhos. Vamos rezar para que o dente não parta até eu conseguir arranjar o dente e vamos rezar para que os sisos de cima não descam e vamos rezar para não me aparecer mais nenhuma cárie (eu já tenho uns cinco dentes arranjados, qualquer dia já não tenho dentes verdadeiros à conta de tanta cárie!).
Eu era uma pessoa tão mais feliz se fosse rica! E nem sequer queria o dinheiro para sapatos, malas e merdas dessas!
E também gostava de saber que merda de genética é a minha que não devo ter nada neste corpo que funcione em condições!
Eu era uma pessoa tão mais feliz se fosse rica! E nem sequer queria o dinheiro para sapatos, malas e merdas dessas!
E também gostava de saber que merda de genética é a minha que não devo ter nada neste corpo que funcione em condições!
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Querido Diário
[É só para avisar que este post vai ser extremamente sentimental, infantil e piroso.]
Oraaaaa, tanta coisa para contar e tão pouco tempo! Pois bem, falemos do trabalho. A bruxa foi embora definitivamente e foi substituída por um novo chefe fofiiiiiiinho e engraçado com quem eu adorei trabalhar. Mas não é sobre ele que quero falar hoje. Hoje quero falar sobre o chefe A. (chamemos-lhe A., vá) Pois que o chefe A. é oposto completo do tipo de homem que eu digo "fazer o meu género". E isto não seria qualquer problema se a nossa relação fosse estritamente chefe-colaboradora. Só que não é. Ainda não aconteceu nada, não fiquem entusiasmados e também ninguém diz que vá acontecer... O problema é que eu acho que estou a adquirir (bolas, o que isto me custa a admitir!) um fraquinho por ele. E porque é que isso acontece? Ora vou passar a exemplificar algumas situações que ocorreram este fim-de-semana.
Situação 1: eu sozinha no restaurante, a anotar pedidos dos clientes e a colocá-los no computador. Chefe A. chega ao pé de mim sorrateiramente e diz:
- Gosto muito de ti, Rita.
[Faço a minha cara de parva habitual, coro que nem uma miúda de quinze anos, afasto-me para ir fazer outra coisa.] Passado cinco minutos não resisto, vou ter com ele e sai-me um:
- Também gosto muito de ti, A.
Situação 2: eu sossegada a fazer qualquer coisa (dobrar guardanapos talvez), Chefe A. chega ao pé de mim com a sua ladainha habitual quando me quer engraxar ("Já te disse que estás linda hoje, Rita?") e acrescenta:
- Rita, és a mulher com que qualquer homem quer casar.
Rio-me histericamente e digo: - Oh, sim, por isso é que tenho uma fila de pretendentes à minha espera!
Chefe A.: Ainda bem que não tens, isso poderia ser um problema. [Pisca o olho e vai-se embora]
Situação 3: Chefe A. conversa comigo que fora do restaurante é uma pessoa muito diferente, conversa para aqui, conversa para ali, adeus, obrigadinha, que está na minha hora de sair. Antes de sair vou ver os horários que estão afixados na porta da sala dos chefes, tenho o telemóvel na mão para escrever e Chefe A. aparece, repara na fotografia que tenho no telemóvel (é uma fotografia super amorosa deste verão, em que tenho um dos meus meninos da colónia de férias ao colo) e começo a explicar-lhe a história, rematando com:
- Sabes, eu lá fora também sou uma pessoa muito diferente.
Chefe A. faz um dos seus mega sorrisos e comenta: - Ai é? Então se calhar temos de nos conhecer melhor lá fora....
Trocámos números.
Os meus amigos estão fartos de gozar comigo e eu própria estou farta de lutar comigo própria. Será que ele está só a brincar e eu é que estou a interpretar mal as coisas? Ando a fazer uma grande figura de otária atiradiça? Vou para o inferno por querer provar um bocadinho da costoleta do meu chefe?
Vá, quero saber opiniões! E não gozem muito comigo!
Oraaaaa, tanta coisa para contar e tão pouco tempo! Pois bem, falemos do trabalho. A bruxa foi embora definitivamente e foi substituída por um novo chefe fofiiiiiiinho e engraçado com quem eu adorei trabalhar. Mas não é sobre ele que quero falar hoje. Hoje quero falar sobre o chefe A. (chamemos-lhe A., vá) Pois que o chefe A. é oposto completo do tipo de homem que eu digo "fazer o meu género". E isto não seria qualquer problema se a nossa relação fosse estritamente chefe-colaboradora. Só que não é. Ainda não aconteceu nada, não fiquem entusiasmados e também ninguém diz que vá acontecer... O problema é que eu acho que estou a adquirir (bolas, o que isto me custa a admitir!) um fraquinho por ele. E porque é que isso acontece? Ora vou passar a exemplificar algumas situações que ocorreram este fim-de-semana.
Situação 1: eu sozinha no restaurante, a anotar pedidos dos clientes e a colocá-los no computador. Chefe A. chega ao pé de mim sorrateiramente e diz:
- Gosto muito de ti, Rita.
[Faço a minha cara de parva habitual, coro que nem uma miúda de quinze anos, afasto-me para ir fazer outra coisa.] Passado cinco minutos não resisto, vou ter com ele e sai-me um:
- Também gosto muito de ti, A.
Situação 2: eu sossegada a fazer qualquer coisa (dobrar guardanapos talvez), Chefe A. chega ao pé de mim com a sua ladainha habitual quando me quer engraxar ("Já te disse que estás linda hoje, Rita?") e acrescenta:
- Rita, és a mulher com que qualquer homem quer casar.
Rio-me histericamente e digo: - Oh, sim, por isso é que tenho uma fila de pretendentes à minha espera!
Chefe A.: Ainda bem que não tens, isso poderia ser um problema. [Pisca o olho e vai-se embora]
Situação 3: Chefe A. conversa comigo que fora do restaurante é uma pessoa muito diferente, conversa para aqui, conversa para ali, adeus, obrigadinha, que está na minha hora de sair. Antes de sair vou ver os horários que estão afixados na porta da sala dos chefes, tenho o telemóvel na mão para escrever e Chefe A. aparece, repara na fotografia que tenho no telemóvel (é uma fotografia super amorosa deste verão, em que tenho um dos meus meninos da colónia de férias ao colo) e começo a explicar-lhe a história, rematando com:
- Sabes, eu lá fora também sou uma pessoa muito diferente.
Chefe A. faz um dos seus mega sorrisos e comenta: - Ai é? Então se calhar temos de nos conhecer melhor lá fora....
Trocámos números.
Os meus amigos estão fartos de gozar comigo e eu própria estou farta de lutar comigo própria. Será que ele está só a brincar e eu é que estou a interpretar mal as coisas? Ando a fazer uma grande figura de otária atiradiça? Vou para o inferno por querer provar um bocadinho da costoleta do meu chefe?
Vá, quero saber opiniões! E não gozem muito comigo!
domingo, 25 de novembro de 2012
Adjectivos
Não sou a mais bonita, a mais magra, a mais alta, a mais boazona, a mais engraçada, a mais sensual.
Mas sou aquela que a maioria caracteriza como boa pessoa.
Mas sou aquela que a maioria caracteriza como boa pessoa.
sábado, 24 de novembro de 2012
Agora quero alguém 40 anos mais novo que diga o mesmo
Cenário: Eu sentada na paragem de autocarro, muito sossegadinha a pensar na vida e a olhar para os pés. Senta-se ao meu lado um senhor de uns aparentes 70 anos. Passado cinco minutos:
Senhor: A menina é mesmo bonita. São os pés, é o cabelo, são os olhos. É tudo! É mesmo muito bonita.
Eu: [grunhido incompreensível]
Senhor: Não acredita, não é? Pois, mas é mesmo muito bonita!
Eu: ...Pois... [novo grunhido incompreensível]
Se calhar devia ter-lhe dado um cartão da Oftalmologia do Garcia de Orta, que ouvi dizer que eles lá tratam bem as cataratas.
Senhor: A menina é mesmo bonita. São os pés, é o cabelo, são os olhos. É tudo! É mesmo muito bonita.
Eu: [grunhido incompreensível]
Senhor: Não acredita, não é? Pois, mas é mesmo muito bonita!
Eu: ...Pois... [novo grunhido incompreensível]
Se calhar devia ter-lhe dado um cartão da Oftalmologia do Garcia de Orta, que ouvi dizer que eles lá tratam bem as cataratas.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Recompensar o esforço
Se nos últimos três anos de faculdade não tivesse recebido bolsa de estudos, é certinho como a morte que eu não podia estudar. O ano passado recebi bolsa mas às custas de muita reunião com a assistente social, de muito bater de pé e de muitas horas a explicar a minha difícil situação. Este ano não quis o papel de coitadinha, não quis sequer pensar em empréstimos ao banco, pus-me a trabalhar, a poupar, a contar os cêntimos para que chegasse para as propinas. De facto, o meu salário SÓ chega para propinas. Mas tudo bem, estava contente com a minha decisão, o dinheiro saía-me do corpo e não ficava com dívidas. Não será preciso acrescentar que já estava conformada com o facto de não ir receber bolsa este ano. Mas pelos vistos ainda deve existir uma margem suficientemente grande de ganhos/despesas e afinal o meu pedido de bolsa foi aceite. E neste momento existem lágrimas de alegria nos meus olhos. Foi o melhor prémio que podia ter recebido pelo esforço que ando a fazer.
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