segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Às vezes
Gostava que chegasse o dia em que eu me apaixonasse perdidamente. Às vezes gostava de saber o que é isso de ter milhões de borboletas na barriga, de sentir saudades que doem, de não imaginar a vida sem aquela pessoa. Mesmo que não fosse correspondida. Assim ao menos ficava a saber que tenho essa capacidade. Essa capacidade de amar, de pensar loucamente noutra pessoa, de sair do meu umbiguismo confortável, essa capacidade de estar 24h a pensar na mesma pessoa sem me cansar, essa capacidade tão humana, tão irracional, tão visceral.
Não estou a perceber
Não devia ter comprado o perfume. É que ultimamente tudo o que é colega de trabalho acha que eu sou a última coca-cola do deserto. O perfume deve dar-me um cheiro apetecível. Ou é o meu ar feliz que me deixa apetecível. Não sei, mas não estou a gostar. Eles é mensagens, eles é beijinhos, eles é porem-me a mão em cima do pêlo. Não gosto de tanta atenção. Principalmente quando não estou minimamente interessada em nenhum, só quero manter bom ambiente no local de trabalho.
domingo, 9 de dezembro de 2012
E o preço escandaloso
a que estão as coisas?
Hoje fui às compras (acabei por não ir ontem, estava cansaaaaada) e se não tivesse tento ia-me desgraçando. Acabei por me ficar por um casaco que eu sempre sonhei ter e por uns ténis para o trabalho (os sapatos rasos que eu uso dão-me cabo da postura!), mas a loja onde eu comecei a babar mal entrei foi a Oysho. A Oysho desperta em mim sentimentos de paixão profunda. São as cores, é a música, é o tecido dos pijaminhas, das pantufinhas, das mantinhas. E depois é tudo tão giro e tão fofo e tão querido e tão peludo e tão quentinho e tão caro! Eu ainda me abracei a um robe (que tive de largar quando vi a minha figura ridícula ao espelho) e ainda me babei para cima de um pijama com uma cara gigante de coelho, mas pela minha saúde tive de largar tudo. Só o pijama ficava a mais de 30 euros e eu sou muito nova para morrer de enfarte do miocárdio.
Hoje fui às compras (acabei por não ir ontem, estava cansaaaaada) e se não tivesse tento ia-me desgraçando. Acabei por me ficar por um casaco que eu sempre sonhei ter e por uns ténis para o trabalho (os sapatos rasos que eu uso dão-me cabo da postura!), mas a loja onde eu comecei a babar mal entrei foi a Oysho. A Oysho desperta em mim sentimentos de paixão profunda. São as cores, é a música, é o tecido dos pijaminhas, das pantufinhas, das mantinhas. E depois é tudo tão giro e tão fofo e tão querido e tão peludo e tão quentinho e tão caro! Eu ainda me abracei a um robe (que tive de largar quando vi a minha figura ridícula ao espelho) e ainda me babei para cima de um pijama com uma cara gigante de coelho, mas pela minha saúde tive de largar tudo. Só o pijama ficava a mais de 30 euros e eu sou muito nova para morrer de enfarte do miocárdio.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Deixa-me feliz
Que haja muita gente que nunca ouviu falar de Damien Rice. Damien Rice é só o meu cantor favorito de sempre. Não há nenhuma música dele que eu não tenha ouvido pelo menos umas 10 vezes (sendo que as minhas favoritas sou capaz de ouvir dezenas de vezes sem me fartar). Acho as letras perfeitas, íntimas, profundas. Acho a voz dele maravilhosa. As músicas dele tocam-me a alma, e eu nem acredito que as pessoas tenham alma. Por isso, faz-me feliz que as músicas dele não passem na rádio, misturadas que iam ser com tantas músicas ridículas sobre nada que toda a gente ouve. Faz-me feliz que só ouça Damien Rice quem sabe apreciar verdadeiramente a sua música. E por aqui, quem é que gosta de Damien Rice?
E aqueles dias
que começam muito bem e acabam horrivelmente mal? O meu dia de trabalho ontem foi uma merda. Chegou a uma altura em que já só me apetecia dizer asneiras e que comecei a reclamar de tudo. O que vale é que hoje estou de folga, já dormi e apesar de não poder estar na ronha porque tenho umas páginas de um trabalho para completar, facto que me obriga a ir para a faculdade para poder aceder livremente às bases de dados internacionais, estou ligeiramente mais feliz que ontem. Gosto de estar sozinha e sossegada. E acho que vou passar por algumas lojas para comprar o meu segundo presente de natal mais logo. Devia estar a poupar para o dentista, mas também preciso de me mimar um bocadinho. Ora então até logo à noite! :)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Se trabalhar muito matasse
Eu já estaria enterrada.
Esta semana pedi para me estenderem o horário e a partir de agora faço 40 horas por semana. Desde sexta passada que não faço mais nada que casa-trabalho-casa-banheira-alomofada-trabalho.
Mas vamos às novidades, tipo actualização da revista cor-de-rosa:
O meu inglês é tão treinado todos os dias que já deve andar próximo da perfeição, porque todos os dias há algum cliente que me pergunta se sou mesmo portuguesa. As gorjetas andam assim-assim, uns dias sem nada, outros dias em que há clientes que gostam tanto de nós que nos dão uma nota. Hoje tive um senhor que ficou tão fascinado comigo que me deixou 10 euros. As coisas com Chefe A. não andam nem desandam, mas vamos tendo os nossos momentos engraçados, nomeadamente um que se passou hoje em que o chefe dele (é uma hierarquia enorme de chefes naquele restaurante, é uma coisa impressionante) mandou algumas bocas sobre nós dois. Sinceramente não percebi porquê, porque eu não sou assim tão óbvia, mas segundo consta o Chefe A. ficou coradinho quando eu cheguei ao restaurante. Entretanto hoje fui abastecer-me de medicamentos para melhorar a circulação das minhas pernas. Andam a doer que é uma coisa maluca, o que não é de admirar, visto que eu passo o dia inteiro a correr de um lado para o outro, e todos os dias chego a casa com umas pernas de elefante, inchaaaadaaaas. Vai daí comprei tudo: antistax spray e uns comprimidos que eu desconhecia mas que, a avaliar pelo preço, devem ser óptimos. Hoje também aproveitei para oferecer o meu presente de natal a mim própria e comprei o perfume Nina, da Nina Ricci. É tããããoooo gostoso que fico com vontade de me comer a mim própria. Claro que se não fosse eu a tomar iniciativa de o cheirar nunca o teria comprado, porque pedi ajuda à senhora da loja e ela só me mostrou perfumes mal-cheirosos.
Ando a gostar do trabalho. Comecei a falar mais com os meus colegas, ando a tentar ser amorosa, até vou participar na festa de natal que vai haver e tudo, qual alma hiper-social!
Tenho lavado as casas-de-banho todos os dias, mas já deixei de me importar. Não há trabalhos pouco dignos.
E pronto, agora vou tomar um banho de meia-hora em água a ferver, besuntar-me em antistax e amanhã há novo dia cheio de trabalho. Aaah, e já me esquecia, se forem almoçar ou jantar fora sejam simpáticos para as pessoas que vos atendem. Os empregados de mesa não são vossos criados e não têm de aturar a vossa cara de cú! Gracias!
Esta semana pedi para me estenderem o horário e a partir de agora faço 40 horas por semana. Desde sexta passada que não faço mais nada que casa-trabalho-casa-banheira-alomofada-trabalho.
Mas vamos às novidades, tipo actualização da revista cor-de-rosa:
O meu inglês é tão treinado todos os dias que já deve andar próximo da perfeição, porque todos os dias há algum cliente que me pergunta se sou mesmo portuguesa. As gorjetas andam assim-assim, uns dias sem nada, outros dias em que há clientes que gostam tanto de nós que nos dão uma nota. Hoje tive um senhor que ficou tão fascinado comigo que me deixou 10 euros. As coisas com Chefe A. não andam nem desandam, mas vamos tendo os nossos momentos engraçados, nomeadamente um que se passou hoje em que o chefe dele (é uma hierarquia enorme de chefes naquele restaurante, é uma coisa impressionante) mandou algumas bocas sobre nós dois. Sinceramente não percebi porquê, porque eu não sou assim tão óbvia, mas segundo consta o Chefe A. ficou coradinho quando eu cheguei ao restaurante. Entretanto hoje fui abastecer-me de medicamentos para melhorar a circulação das minhas pernas. Andam a doer que é uma coisa maluca, o que não é de admirar, visto que eu passo o dia inteiro a correr de um lado para o outro, e todos os dias chego a casa com umas pernas de elefante, inchaaaadaaaas. Vai daí comprei tudo: antistax spray e uns comprimidos que eu desconhecia mas que, a avaliar pelo preço, devem ser óptimos. Hoje também aproveitei para oferecer o meu presente de natal a mim própria e comprei o perfume Nina, da Nina Ricci. É tããããoooo gostoso que fico com vontade de me comer a mim própria. Claro que se não fosse eu a tomar iniciativa de o cheirar nunca o teria comprado, porque pedi ajuda à senhora da loja e ela só me mostrou perfumes mal-cheirosos.
Ando a gostar do trabalho. Comecei a falar mais com os meus colegas, ando a tentar ser amorosa, até vou participar na festa de natal que vai haver e tudo, qual alma hiper-social!
Tenho lavado as casas-de-banho todos os dias, mas já deixei de me importar. Não há trabalhos pouco dignos.
E pronto, agora vou tomar um banho de meia-hora em água a ferver, besuntar-me em antistax e amanhã há novo dia cheio de trabalho. Aaah, e já me esquecia, se forem almoçar ou jantar fora sejam simpáticos para as pessoas que vos atendem. Os empregados de mesa não são vossos criados e não têm de aturar a vossa cara de cú! Gracias!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Eu sempre achei que não pensava demasiado nas coisas, sempre achei que agia muito sem reflectir primeiro, sempre achei que pensar era cansativo. Mas ontem dei por mim a falar dos meus dilemas amorosos com uma amiga minha (chegou a uma altura em que quase parecia um monólogo) até que ela teve de me calar com um "Rita, pára com isso! Estás a pensar demasiado!"
Portanto acho que vou voltar para o meu eu antigo: pensar pouco e viver mais intensamente.
Portanto acho que vou voltar para o meu eu antigo: pensar pouco e viver mais intensamente.
A vida tem coisas muito engraçadas
Não sei se se recordam (ou se eu falei disso na altura) mas no Verão eu cheguei a andar (andar não é a expressão certa, mas vocês percebem) uns tempos com um amigo meu que acabou por conhecer o amor da vida dele, uma moça linda e esperta e maravilhosa e bla bla bla, deixámos de ser amigos coloridos e voltamos a ser amigos sem benefícios. Tudo certinho e direitinho, mas quando nos víamos eu ficava sempre a querer mais, a desejar mais, a pensar em mais... Coisa que nunca aconteceu, como é lógico. Hoje fomos almoçar juntos e parece que perdi todo o interesse mais sexual que tinha nele. Hoje olhei para ele como se fosse uma mulher. Nada de faísca, nada de tensão, nada de arrepios. Nada. Com isto só posso concluir que alguém (denominado por Chefe A. há uns dias atrás aqui no blogue) me anda mesmo a dar a volta aos miolos.
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