quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Eu sempre achei que não pensava demasiado nas coisas, sempre achei que agia muito sem reflectir primeiro, sempre achei que pensar era cansativo. Mas ontem dei por mim a falar dos meus dilemas amorosos com uma amiga minha (chegou a uma altura em que quase parecia um monólogo) até que ela teve de me calar com um "Rita, pára com isso! Estás a pensar demasiado!"
Portanto acho que vou voltar para o meu eu antigo: pensar pouco e viver mais intensamente.
Portanto acho que vou voltar para o meu eu antigo: pensar pouco e viver mais intensamente.
A vida tem coisas muito engraçadas
Não sei se se recordam (ou se eu falei disso na altura) mas no Verão eu cheguei a andar (andar não é a expressão certa, mas vocês percebem) uns tempos com um amigo meu que acabou por conhecer o amor da vida dele, uma moça linda e esperta e maravilhosa e bla bla bla, deixámos de ser amigos coloridos e voltamos a ser amigos sem benefícios. Tudo certinho e direitinho, mas quando nos víamos eu ficava sempre a querer mais, a desejar mais, a pensar em mais... Coisa que nunca aconteceu, como é lógico. Hoje fomos almoçar juntos e parece que perdi todo o interesse mais sexual que tinha nele. Hoje olhei para ele como se fosse uma mulher. Nada de faísca, nada de tensão, nada de arrepios. Nada. Com isto só posso concluir que alguém (denominado por Chefe A. há uns dias atrás aqui no blogue) me anda mesmo a dar a volta aos miolos.
Às vezes
Acordo e detesto tudo em mim. Sinto-me profundamente imperfeita. Feia, estragada. Sinto-me má. Penso em mim e nos outros e sinto-me uma pessoa horrível e egoísta. Olho-me ao espelho e detesto tudo.
Depois fecho os olhos e espero que passe. E o dia seguinte geralmente é bom - evito espelhos.
Depois fecho os olhos e espero que passe. E o dia seguinte geralmente é bom - evito espelhos.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Ainda dizem que o dinheiro não traz felicidade
Há mais ou menos um ano atrás fui a um dentista que tenho aqui perto de casa para saber o que se andava a passar com o meu siso que andava a doer feito maluco. Na altura pediram-me uns 150 euros para arranjar o siso, arranjar uma cárie noutro dente e mais uma série de coisas a que eu na altura não dei qualquer importância. Entretanto o siso deixou de doer e os meus dentes começaram a entortar, coisa para me deixar louca de fúria - afinal de contas andei dois anos e meio de aparelho - e decidi ir novamente ao dentista para pedir um orçamento para um branqueamento dentário e para se saber se não se podia fazer nada pelos meus dentes que entortaram. Poooois, o problema é que aparentemente um ano é muito tempo e ao esperar tanto tempo fiz porcaria da grossa. O siso deixou de doer porque morreu e como não o posso retirar porque ele faz parelha com o molar de cima, agora tem de ser desvitalizado e reconstruido e segundo consta corre um grande risco de partir. Para além disso, os meus sisos de cima também decidiram que queriam vir à festa e a médica que me viu quer arrancá-los. E os 150 euros que me pediram há um ano passaram à módica quantia de... (drumroll, please...) 500 euros (se eu conseguisse pagar tudo eles faziam-me o branqueamento com luz LED por 90 euros, shhhuiiifff :( )! Fiquei tão deprimida quando ouvi o número que ainda me dói a alma. E o problema é que como não tenho estabilidade financeira para pagar em mensalidades, tenho de juntar o dinheiro aos pouquinhos. Vamos rezar para que o dente não parta até eu conseguir arranjar o dente e vamos rezar para que os sisos de cima não descam e vamos rezar para não me aparecer mais nenhuma cárie (eu já tenho uns cinco dentes arranjados, qualquer dia já não tenho dentes verdadeiros à conta de tanta cárie!).
Eu era uma pessoa tão mais feliz se fosse rica! E nem sequer queria o dinheiro para sapatos, malas e merdas dessas!
E também gostava de saber que merda de genética é a minha que não devo ter nada neste corpo que funcione em condições!
Eu era uma pessoa tão mais feliz se fosse rica! E nem sequer queria o dinheiro para sapatos, malas e merdas dessas!
E também gostava de saber que merda de genética é a minha que não devo ter nada neste corpo que funcione em condições!
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Querido Diário
[É só para avisar que este post vai ser extremamente sentimental, infantil e piroso.]
Oraaaaa, tanta coisa para contar e tão pouco tempo! Pois bem, falemos do trabalho. A bruxa foi embora definitivamente e foi substituída por um novo chefe fofiiiiiiinho e engraçado com quem eu adorei trabalhar. Mas não é sobre ele que quero falar hoje. Hoje quero falar sobre o chefe A. (chamemos-lhe A., vá) Pois que o chefe A. é oposto completo do tipo de homem que eu digo "fazer o meu género". E isto não seria qualquer problema se a nossa relação fosse estritamente chefe-colaboradora. Só que não é. Ainda não aconteceu nada, não fiquem entusiasmados e também ninguém diz que vá acontecer... O problema é que eu acho que estou a adquirir (bolas, o que isto me custa a admitir!) um fraquinho por ele. E porque é que isso acontece? Ora vou passar a exemplificar algumas situações que ocorreram este fim-de-semana.
Situação 1: eu sozinha no restaurante, a anotar pedidos dos clientes e a colocá-los no computador. Chefe A. chega ao pé de mim sorrateiramente e diz:
- Gosto muito de ti, Rita.
[Faço a minha cara de parva habitual, coro que nem uma miúda de quinze anos, afasto-me para ir fazer outra coisa.] Passado cinco minutos não resisto, vou ter com ele e sai-me um:
- Também gosto muito de ti, A.
Situação 2: eu sossegada a fazer qualquer coisa (dobrar guardanapos talvez), Chefe A. chega ao pé de mim com a sua ladainha habitual quando me quer engraxar ("Já te disse que estás linda hoje, Rita?") e acrescenta:
- Rita, és a mulher com que qualquer homem quer casar.
Rio-me histericamente e digo: - Oh, sim, por isso é que tenho uma fila de pretendentes à minha espera!
Chefe A.: Ainda bem que não tens, isso poderia ser um problema. [Pisca o olho e vai-se embora]
Situação 3: Chefe A. conversa comigo que fora do restaurante é uma pessoa muito diferente, conversa para aqui, conversa para ali, adeus, obrigadinha, que está na minha hora de sair. Antes de sair vou ver os horários que estão afixados na porta da sala dos chefes, tenho o telemóvel na mão para escrever e Chefe A. aparece, repara na fotografia que tenho no telemóvel (é uma fotografia super amorosa deste verão, em que tenho um dos meus meninos da colónia de férias ao colo) e começo a explicar-lhe a história, rematando com:
- Sabes, eu lá fora também sou uma pessoa muito diferente.
Chefe A. faz um dos seus mega sorrisos e comenta: - Ai é? Então se calhar temos de nos conhecer melhor lá fora....
Trocámos números.
Os meus amigos estão fartos de gozar comigo e eu própria estou farta de lutar comigo própria. Será que ele está só a brincar e eu é que estou a interpretar mal as coisas? Ando a fazer uma grande figura de otária atiradiça? Vou para o inferno por querer provar um bocadinho da costoleta do meu chefe?
Vá, quero saber opiniões! E não gozem muito comigo!
Oraaaaa, tanta coisa para contar e tão pouco tempo! Pois bem, falemos do trabalho. A bruxa foi embora definitivamente e foi substituída por um novo chefe fofiiiiiiinho e engraçado com quem eu adorei trabalhar. Mas não é sobre ele que quero falar hoje. Hoje quero falar sobre o chefe A. (chamemos-lhe A., vá) Pois que o chefe A. é oposto completo do tipo de homem que eu digo "fazer o meu género". E isto não seria qualquer problema se a nossa relação fosse estritamente chefe-colaboradora. Só que não é. Ainda não aconteceu nada, não fiquem entusiasmados e também ninguém diz que vá acontecer... O problema é que eu acho que estou a adquirir (bolas, o que isto me custa a admitir!) um fraquinho por ele. E porque é que isso acontece? Ora vou passar a exemplificar algumas situações que ocorreram este fim-de-semana.
Situação 1: eu sozinha no restaurante, a anotar pedidos dos clientes e a colocá-los no computador. Chefe A. chega ao pé de mim sorrateiramente e diz:
- Gosto muito de ti, Rita.
[Faço a minha cara de parva habitual, coro que nem uma miúda de quinze anos, afasto-me para ir fazer outra coisa.] Passado cinco minutos não resisto, vou ter com ele e sai-me um:
- Também gosto muito de ti, A.
Situação 2: eu sossegada a fazer qualquer coisa (dobrar guardanapos talvez), Chefe A. chega ao pé de mim com a sua ladainha habitual quando me quer engraxar ("Já te disse que estás linda hoje, Rita?") e acrescenta:
- Rita, és a mulher com que qualquer homem quer casar.
Rio-me histericamente e digo: - Oh, sim, por isso é que tenho uma fila de pretendentes à minha espera!
Chefe A.: Ainda bem que não tens, isso poderia ser um problema. [Pisca o olho e vai-se embora]
Situação 3: Chefe A. conversa comigo que fora do restaurante é uma pessoa muito diferente, conversa para aqui, conversa para ali, adeus, obrigadinha, que está na minha hora de sair. Antes de sair vou ver os horários que estão afixados na porta da sala dos chefes, tenho o telemóvel na mão para escrever e Chefe A. aparece, repara na fotografia que tenho no telemóvel (é uma fotografia super amorosa deste verão, em que tenho um dos meus meninos da colónia de férias ao colo) e começo a explicar-lhe a história, rematando com:
- Sabes, eu lá fora também sou uma pessoa muito diferente.
Chefe A. faz um dos seus mega sorrisos e comenta: - Ai é? Então se calhar temos de nos conhecer melhor lá fora....
Trocámos números.
Os meus amigos estão fartos de gozar comigo e eu própria estou farta de lutar comigo própria. Será que ele está só a brincar e eu é que estou a interpretar mal as coisas? Ando a fazer uma grande figura de otária atiradiça? Vou para o inferno por querer provar um bocadinho da costoleta do meu chefe?
Vá, quero saber opiniões! E não gozem muito comigo!
domingo, 25 de novembro de 2012
Adjectivos
Não sou a mais bonita, a mais magra, a mais alta, a mais boazona, a mais engraçada, a mais sensual.
Mas sou aquela que a maioria caracteriza como boa pessoa.
Mas sou aquela que a maioria caracteriza como boa pessoa.
sábado, 24 de novembro de 2012
Agora quero alguém 40 anos mais novo que diga o mesmo
Cenário: Eu sentada na paragem de autocarro, muito sossegadinha a pensar na vida e a olhar para os pés. Senta-se ao meu lado um senhor de uns aparentes 70 anos. Passado cinco minutos:
Senhor: A menina é mesmo bonita. São os pés, é o cabelo, são os olhos. É tudo! É mesmo muito bonita.
Eu: [grunhido incompreensível]
Senhor: Não acredita, não é? Pois, mas é mesmo muito bonita!
Eu: ...Pois... [novo grunhido incompreensível]
Se calhar devia ter-lhe dado um cartão da Oftalmologia do Garcia de Orta, que ouvi dizer que eles lá tratam bem as cataratas.
Senhor: A menina é mesmo bonita. São os pés, é o cabelo, são os olhos. É tudo! É mesmo muito bonita.
Eu: [grunhido incompreensível]
Senhor: Não acredita, não é? Pois, mas é mesmo muito bonita!
Eu: ...Pois... [novo grunhido incompreensível]
Se calhar devia ter-lhe dado um cartão da Oftalmologia do Garcia de Orta, que ouvi dizer que eles lá tratam bem as cataratas.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Recompensar o esforço
Se nos últimos três anos de faculdade não tivesse recebido bolsa de estudos, é certinho como a morte que eu não podia estudar. O ano passado recebi bolsa mas às custas de muita reunião com a assistente social, de muito bater de pé e de muitas horas a explicar a minha difícil situação. Este ano não quis o papel de coitadinha, não quis sequer pensar em empréstimos ao banco, pus-me a trabalhar, a poupar, a contar os cêntimos para que chegasse para as propinas. De facto, o meu salário SÓ chega para propinas. Mas tudo bem, estava contente com a minha decisão, o dinheiro saía-me do corpo e não ficava com dívidas. Não será preciso acrescentar que já estava conformada com o facto de não ir receber bolsa este ano. Mas pelos vistos ainda deve existir uma margem suficientemente grande de ganhos/despesas e afinal o meu pedido de bolsa foi aceite. E neste momento existem lágrimas de alegria nos meus olhos. Foi o melhor prémio que podia ter recebido pelo esforço que ando a fazer.
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